Caderno de Uaba

Posts Tagged ‘felicidade

Gente, devido a todos os acontecimentos deste ano em minha vida, desejo a todos, inclusive a mim, um 2009 milhares de vezes melhor que 2008!

Vamos todos colorir nossos jardins!

Vamos todos colorir nossos jardins!

Um beijo enorme para todos! E, lembre-se, que “a vida é maravilhosa se não se tem medo dela“! FELIZ 2009.

Modelo

Posted on: dezembro 21, 2008

Um dia em que estivesse bem, bem, bem feliz, queria posar para fotos, como se fosse modelo. Fazer poses malucas, espontaneamente, só por estar feliz. Usar roupas que não uso normalmente, estirar a língua, deitar no chão e rir, só por estar feliz. Plenamente, completamente.

Estava me sentindo tão infeliz, vazia e triste nos últimos meses, que já estava achando que não havia mais sentido algum em viver. Só as coisas ruins chamavam minha atenção e me deixavam mais tristes do que deveriam. E, ainda por cima, deixava as pessoas que mais amo tristes por me verem triste e não saberem mais o que fazer. Não estava normal.

Não sei bem dizer o que aconteceu, o fato é que me sinto melhor. Finalmente posso dizer que estou melhorando. Claro que não estou 100%. Essas coisas demoram um bom tempo para serem resolvidas completamente e eu sei disso. Nada acontece de uma hora para outra. Mas sinto uma recuperação chegando, uma boa energia de volta ao meu lado. E o que preciso agora é deixar esta boa energia entrar e não sair mais de perto.

Outra coisa que preciso, e isto faz muito sentido, é descobrir as coisas que me fazem feliz. Digo, fazer uma listinha (sempre a ser completada) com as coisas que mais me deixam feliz. Sabendo disso, vou descobrir um pouco mais sobre mim e, assim, poderei fazer uma imagem de mim mesma, para mim mesma! Não sei se estou indo pelo caminho certo, mas é o que mais me parece certo no momento. Preciso de bons estímulos para continuar vivendo alegre, aliás, como sempre fui.

A vida é maravilhosa se não se tem medo dela.
(Charles Chaplin)

Assim que li isto, fiquei realmente com vontade de seguir estas regras. Dizem que se você fizer uma coisa durante 21 dias seguidos, é bem provável que isto vire rotina, que fique no automático (exemplo: “todo dia, às 9h, você escreve durante 1h sem parar”). Não sei se dá certo, mas vou tentar, vou mesmo.

O primeiro dia é hoje. Apesar de não ser este o horário escolhido (ou o ideal) para postar (são 3h da manhã), pelo menos já estou praticando. Começando minha rotina. Espero que dê certo, porque escrever é algo que realmente gosto.

Meu coração começou a acelerar de repente. Qual o motivo? Não sei. Desde 2005 meu coração começa a acelerar do nada. Posso estar dormindo, na aula, no carro, comendo, andando, tanto faz. A maldita taquicardia vem sem cerimônia alguma. Não, não é nenhum problema no meu pobre coraçãozinho. É o pânico. Ele se instala em mim e não mexe apenas com meu coração. Também faz minhas mãos e pés suarem, minha cabeça rodar, meu queixo tremer, minhas pernas baterem, meu intestino afrouxar, meu estômago embrulhar, minha língua enrolar, entre outras desfunções, não necessariamente ao mesmo tempo, nem nesta ordem.

É tudo completamente aleatório. Não sei quando, como ou porque a síndrome virá. Só sei que ela vem. Depois dela, ou durante, normalmente vem o choro. As lágrimas de tristeza. Os soluços de cansaço. E, assim, eu durmo, ou sou consolada por alguém até me acalmar. Posso tomar o remédio também, este sempre me “salvou” quando precisei.

Isso não é drama, não é “ser emo”, muito menos tentativa de ser digna de pena. Não. Isso é real. Aliás, o real é o que está na minha mente, que controla o meu corpo e o faz agir descontroladamente. Os sintomas são irreais. Já cheguei a ir ao hospital, mas, chegando lá, tudo passou e o médico não encontrou nada.

Síndrome do Pânico e Depressão não são brincadeira de adolescente. Nem são coisas precisas. Pode-se passar muito tempo sem elas, mas elas podem voltar a qualquer momento, sem nenhum motivo aparente. Não pedi para ter essas doenças. Também não peço para ser feliz. A única coisa que realmente quero é uma mente que não exacerbe as emoções. Que me faça sentir segura de que não terei vontade de correr a qualquer momento. Que só me faça chorar por razões óbvias. Que me deixe trabalhar, estudar, namorar, me divertir, sem que eu precise me esconder atrás de uma “aparência” normal ou de uma “vida” virtual.

Quem me vê no dia-a-dia ou quem conversa comigo na internet, não sabe o que eu passo (agora sabe). Não quero fazer drama, repito, nem fazer tipinho, muito menos quero que ninguém tenha pena de mim. Escrever sobre isso me ajuda a mostrar o que realmente se passa quando estou fora desses mundos, quando estou no meu mundo. Um mundo que, definitivamente, não quero mais chamar de meu.

Os próximos textos serão mais alegres, prometo. Estou praticando.

Natureza

Posted on: agosto 29, 2008

Às vezes acho que todo o meu esforço é em vão. Que não adianta eu ficar o dia inteiro fora de casa, passar horas em viagens de ônibus (nas quais aproveito para estudar) e encarar todas as oportunidades de estudo que aparecem sem me importar com a quantidade de coisas que terei que fazer. Sempre vem aquele pensamento de que algum vagabundo, que nunca copiou uma aula na vida e passou pelas provas filando, vai tomar minha vaga porque tem um pai ou mãe que conhece um fulano que tem grande influência no local. Mesmo que o vagabundo não dure dois meses no emprego, ele tomou dois meses que seriam bem melhores com uma pessoa que se esforçou.

Não gosto da certeza da dúvida do “depois da faculdade”. Terei emprego? Conseguirei fazer cursos? E, o mais importante: terei dinheiro? Pois o dinheiro manda buscar a felicidade, o status, o conforto. Não posso reclamar da falta de dinheiro. Não sou pobre. Mas também não posso ter tudo o que quero. E é isso o que preciso para ser feliz: ter tudo o que quero. E, se só o dinheiro compra o que quero, então é ele que vai me trazer felicidade. Pura lógica. Minha lógica. Minha felicidade.

Não quero saber de você. Nem penso mais em me preocupar com o planeta, se estou gastando muita água ou se ando muito de carro. Você também não pensa em mim quando fuma o seu cigarro e o vento traz a fumaça pra minha cara. Ninguém pensa nos outros quando joga uma lata no chão. A lógica do planeta é acabar aos poucos. Quem vai conseguir fazer com que pessoas pobres, que nunca tiveram nem educação decente, comecem a perceber que os recursos naturais são finitos? E, pior ainda, quem vai colocar na cabeça dos ricões poderosos que o ar-condicionado e a gasolina do carrão deles vai acabar com o que ainda resta de natural no planeta? Ninguém.

E os ricos continuarão comprando sua felicidade com dinheiro. E os pobres continuarão dizendo que são felizes com o que têm. E, no fim das contas, ninguém vai respeitar ninguém, porque o que interessa é viver. E a sociedade botou na cabeça do povo que viver de verdade é ser feliz. Então, se vivo nesta sociedade, logo quero ser feliz. E danem-se os outros.


A dona

Uaba, 21 anos, Recife. Faço Arquitetura e Urbanismo, mas era absurdamente melhor quando cursava Letras. Ansiosa, perfeccionista e sonhadora. Consumista, que só gosta de ganhar presentes. Sempre procrastinando. Humor super oscilante. ♥ English ♥ an adorable green-eyed white rabbit ♥ Travis

Este mês…

agosto 2017
S T Q Q S S D
« fev    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

Meu Flickr

Posts antigos

Stats

  • 66,263 visitas