Caderno de Uaba

Posts Tagged ‘madrugada

E ainda estou acordada. Já assisti A Fantástica Fábrica de Chocolate e fiz um paper toy da Venus de Milo. Agora não me resta outra coisa a fazer senão postar alguma coisa no meu blog. Os pássaros estão cantando. Queria ser como um pássaro. Seria ótimo poder acordar no nascer do sol e dormir ao anoitecer. Pelo menos, de certa forma, eu seria um pouco mais saudável e não pareceria cansada o tempo todo.

Sempre pareço cansada. As pessoas chegam para mim e a primeira coisa que notam são minhas olheiras. E elas normalmente me perguntam “você está cansada? você parece tão cansada, coitada“. Na verdade, não estou nem um pouco cansada, digo, não fisicamente cansada. Acho que meu rosto reflete o fato de que estou sempre cansada da minha vida. Isto seria verdade. E, às vezes, posso trocar o `cansada` por `farta`. Estou farta da minha vida. Quero outra vida.

Traduzido daqui.

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Olha a hora, vá dormir! São 4h da manhã criatura! Depois não reclame quando estiver cansada, com dor de cabeça e olheiras de zumbi! Não sei porque você sempre coloca exclamações no final da maioria das frases. E as pessoas na rua ainda gritam para lhe fazer medo! Mas que cretinas! Agora vá escovar os dentes, lavar o rosto, passar o creme, trocar de roupa, deitar e dormir. E não esqueça de mandar mensagem para aquele que a ama, pois ele a ama muito!

… de escrever exatamente o que estou pensando agora. Apesar de as palavras escritas saírem mais devagar que as palavras pensadas e de eu achar que é impossível escrever realmente o que se pensa. Bem, vou começar pela descrição que é mais fácil.

Estou sentada na frente do laptop da minha mãe, que está sobre a minha escrivaninha no meu quarto. A porta, que fica bem ao lado, está fechada, mas não trancada. Fico bem de frente para a porta, ou seja, se alguém chegar, vai me pegar no susto. A luz do quarto está apagada, mas a do banheiro está acesa, pois meus pais estão dormindo no quarto ao lado e minha mãe insiste que a fresta de luz que sai embaixo da porta do meu quarto a impede de dormir direito. A janela está quase toda aberta e o vento do ar-condicionado está ligado porque o calor é insuportável. Os passarinhos já estão começando a cantar.

Não sei que horas são. O relógio do computador marca 23:19h, já o do meu blog diz que são 07:19h, mas o do meu celular diz que já são 4:20h da manhã. Sei que o certo é o último, mas não queria que fosse. Gostaria mesmo era que fossem quatro da manhã do dia 13 de novembro de 1987. Eu estaria deitada no berçário, inocente, dormindo logo após ter passado pelo impacto de respirar pela primeira vez. Minha mãe estaria no quarto do hospital, também dormindo, após a bênção do fim da primeira gravidez, com a certeza de ter uma filha saudável esperando por ela assim que acordasse. Meu pai, estaria acordado, eu acho, pensando que não conseguira ver a filha nascer, pois ficara preso no corredor do hospital entre duas portas trancadas.

Era assim que queria estar. Exatamente como se tivesse acabado de nascer. Poderia aprender tudo o que um bebê aprende, brincar tudo o que uma criança brinca, fazer todas as besteiras que um adolescente faz, até chegar a esta fase tão difícil: o jovem adulto. Não sou mais adolescente, nem estou completamente adulta. É este o tipo de confusão que se instala na minha mente de vez em quando. O que sou? O que procuro? Para que faço isso? Ninguém, muito menos eu mesma sei explicar. Muitos tentam, acham que sabem, e ainda ousam dizer que deveria fazer igual. Mas é tudo diferente, sempre foi, sempre será. Não há nada mais difícil que se colocar no lugar do outro. Eu sei, já tentei.

A noite já não está mais escura. Os pássaros estão tomando conta do silêncio. Daqui a pouco meu pai acorda e vai à feira. Não sei se meu irmão chegou da festa. Esta posição na cadeira está acabando com minha coluna, mas me sinto confortável. Preciso fazer alguma coisa do tabalho de terça-feira, se não meu grupo vai ficar decepcionado de vez comigo. Preciso dormir. Quero mandar uma mensagem de boa noite para o meu namorado antes de dormir. Ainda tenho que lavar meu rosto, escovar os dentes e fazer xixi. Por que viver dá tanto trabalho? Será que ainda tenho muito tempo para aproveitar as madrugadas e fazer as ações mecânicas do dia-a-dia? Quando terei a sensação de desmaiar? Por que sinto sono e não quero dormir? Ainda gosto de viver? Já gostei um dia? Por que eu escrevo essas coisas se, quem realmente importa, não vai ler?

Cansei. Desisto. Parei. Não desista de mim. Já cansei de prometer, mas um dia realizo. Já cansei de pedir desculpas, mas um dia elas serão as últimas. Nada está implícito. Está tudo às claras, só você que não vê. Nem eu.

Odeio quando minha cabeça está hiperativa. Não consigo parar de pensar. E pode ser qualquer coisa. Às vezes perco minutos preciosos do meu sono porque estou pensando. São milhões de pensamentos ao mesmo tempo, alguns falam mais alto, outros ficam lá no fundo da cabeça, ecoando. Uns perturbam realmente, a tal ponto que me fazem levantar da cama para esperar a onda passar.

Alguns pensamentos são realmente bons. Porém quase nunca consigo anotá-los. Já tive idéias mirabolantes para textos, projetos da faculdade, histórias, soluções de problemas, e por aí vai. Mas ficou tudo guardado nas profundezas da minha mente e não sei como achá-las. Hoje, por sorte, deixei o computador ligado e estou descarregando um pouco do que penso em palavras. Estou pensando que penso muito.

Ainda agora caiu sabão no meu olho enquanto eu lavava o rosto. Uma bolha estourou e o pingo caiu bem no meu olho esquerdo. Ardeu e lacrimejou. Antes disso eu estava pensando em como devemos nos submeter às pessoas quando estamos num nível mais baixo que elas, mas sempre tem gente querendo contestar essa posição. Tem dias que estou conformista, outros, quero passar por cima de todo mundo porque ninguém tem o direito de “ser assim” ou “fazer isso”. É um problema. Mas eu não consegui pensar na solução porque o pingo de sabonete caiu no meu olho. Foi aí que pensei no calor. Porque, antes de fechar a porta do banheiro para lavar o rosto e antes de pensar no conformismo, eu fechei a janela. E, enquanto fechava, pensei no calor que está fazendo e em como as mariposas irritantes são atraídas para o meu banheiro nessa época.

Depois do sabão cair no meu olho e eu terminar de lavar o rosto, fui fazer xixi. Enquanto estava sentada na privada, pensei em mais outra coisa: em vir aqui descarregar a onda de pensamentos, pois já estava ficando tonta. Não sei se adiantou, pois ainda estou pensando em várias coisas enquanto escrevo. Algumas dessas coisas eu captei e escrevi aqui. Outras, deixei passar. Não dá para escrever tudo o que você pensa, na mesma velocidade em que os pensamentos acontecem. Óbvio.

Era para eu estar dormindo. São 3:30h da manhã e eu tenho que acordar às 7h e o dia amanhã vai ser longo. Por isso, às vezes tenho raiva dos pensamentos. Minha cabeça agora está latejando de uma forma bizarra. Ultimamente ando sentindo isso. É como se o cérebro estivesse solto do crânio e pudesse flutuar. E as idéias flutuam junto. Por isso, às vezes as idéias parecem tão vagas para mim. Parece que não estou realmente escrevendo aqui, ou que posso desmaiar a qualquer momento. Nunca desmaiei, não sei qual a sensação. Eu fecho meus olhos e parece que tudo está em órbita dentro de mim. Como se meu cérebro tivesse um centro de gravidade e as coisas tivessem se desestabilizado lá dentro. Aqui dentro. Onde?

É incrível. Se eu quisesse escrever essa quantidade de palavras, não conseguiria. Como não quero, nem preciso, agora, elas vêm assim, naturalmente. Até parece que eu sou um robozinho de digitar pensamentos instantâneos. Que saco. Preciso fechar os olhos e tentar dormir. Vou tomar meu remedinho para auxiliar. O ruim é que eu posso passar direto da hora de acordar. Ah, cansei. Pensamentos, fodam-se todos vocês, fiquem guardadinhos na minha cabeça que eu prometo descarregá-los outra hora, assim que puder. Ou então, quem sabe, vocês poderiam se reorganizar, entrar num acordo, e me ajudar a resolver os montes de trabalhos que tenho para fazer. O que acham? Eu acho ótimo. Só não acho ótimo não conseguir controlar minha cabeça a essa hora da madrugada.

Lembrar

São 4:30h da manhã e não estou com um pingo de sono. Só vim avisar aqui que estou um pouco mal da cabeça (maluquice, mesmo, daqui a pouco passa) e tenho posts prontos para publicar assim que fizer ajustes. [ooops… consegui um bocejo, acho que o remédio está fazendo efeito]

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Eu nem sei porque me cadastro em tanto site de coisinhas. Chega alguém, posta o link, e eu, feito uma besta curiosa, clico e plim! nova usuária! Daqui a pouco eu deleto tudo… ou não! Normalmente eu abandono. Bom, é isso. Beijos, bom domingo e que, sei lá, seja feliz!


A dona

Uaba, 21 anos, Recife. Faço Arquitetura e Urbanismo, mas era absurdamente melhor quando cursava Letras. Ansiosa, perfeccionista e sonhadora. Consumista, que só gosta de ganhar presentes. Sempre procrastinando. Humor super oscilante. ♥ English ♥ an adorable green-eyed white rabbit ♥ Travis

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