Caderno de Uaba

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Assim que li isto, fiquei realmente com vontade de seguir estas regras. Dizem que se você fizer uma coisa durante 21 dias seguidos, é bem provável que isto vire rotina, que fique no automático (exemplo: “todo dia, às 9h, você escreve durante 1h sem parar”). Não sei se dá certo, mas vou tentar, vou mesmo.

O primeiro dia é hoje. Apesar de não ser este o horário escolhido (ou o ideal) para postar (são 3h da manhã), pelo menos já estou praticando. Começando minha rotina. Espero que dê certo, porque escrever é algo que realmente gosto.

Meu coração começou a acelerar de repente. Qual o motivo? Não sei. Desde 2005 meu coração começa a acelerar do nada. Posso estar dormindo, na aula, no carro, comendo, andando, tanto faz. A maldita taquicardia vem sem cerimônia alguma. Não, não é nenhum problema no meu pobre coraçãozinho. É o pânico. Ele se instala em mim e não mexe apenas com meu coração. Também faz minhas mãos e pés suarem, minha cabeça rodar, meu queixo tremer, minhas pernas baterem, meu intestino afrouxar, meu estômago embrulhar, minha língua enrolar, entre outras desfunções, não necessariamente ao mesmo tempo, nem nesta ordem.

É tudo completamente aleatório. Não sei quando, como ou porque a síndrome virá. Só sei que ela vem. Depois dela, ou durante, normalmente vem o choro. As lágrimas de tristeza. Os soluços de cansaço. E, assim, eu durmo, ou sou consolada por alguém até me acalmar. Posso tomar o remédio também, este sempre me “salvou” quando precisei.

Isso não é drama, não é “ser emo”, muito menos tentativa de ser digna de pena. Não. Isso é real. Aliás, o real é o que está na minha mente, que controla o meu corpo e o faz agir descontroladamente. Os sintomas são irreais. Já cheguei a ir ao hospital, mas, chegando lá, tudo passou e o médico não encontrou nada.

Síndrome do Pânico e Depressão não são brincadeira de adolescente. Nem são coisas precisas. Pode-se passar muito tempo sem elas, mas elas podem voltar a qualquer momento, sem nenhum motivo aparente. Não pedi para ter essas doenças. Também não peço para ser feliz. A única coisa que realmente quero é uma mente que não exacerbe as emoções. Que me faça sentir segura de que não terei vontade de correr a qualquer momento. Que só me faça chorar por razões óbvias. Que me deixe trabalhar, estudar, namorar, me divertir, sem que eu precise me esconder atrás de uma “aparência” normal ou de uma “vida” virtual.

Quem me vê no dia-a-dia ou quem conversa comigo na internet, não sabe o que eu passo (agora sabe). Não quero fazer drama, repito, nem fazer tipinho, muito menos quero que ninguém tenha pena de mim. Escrever sobre isso me ajuda a mostrar o que realmente se passa quando estou fora desses mundos, quando estou no meu mundo. Um mundo que, definitivamente, não quero mais chamar de meu.

Os próximos textos serão mais alegres, prometo. Estou praticando.

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A dona

Uaba, 21 anos, Recife. Faço Arquitetura e Urbanismo, mas era absurdamente melhor quando cursava Letras. Ansiosa, perfeccionista e sonhadora. Consumista, que só gosta de ganhar presentes. Sempre procrastinando. Humor super oscilante. ♥ English ♥ an adorable green-eyed white rabbit ♥ Travis

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