Caderno de Uaba

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foram muito difíceis pra mim. Não escrevi uma linha. Sei que quando escrevo sinto-me aliviada, mas, desta vez, precisava de mais pressão. Queria que todos os sentimentos, pensamentos, dores e sofrimentos ficassem dentro de mim. Não deixei ninguém sair. Esperei o momento certo. Digo, não esperei, simplesmente um fato ocorreu e fui obrigada a explodir.

Tudo saiu de uma só vez. A princípio, pensei que tudo seria como todas as outras vezes, eles iam me dar bronca, dizer que tudo se resolveria e pronto. Foi diferente, foi involuntário. Primeiro, a indignação com a nota injusta da professora, depois, todo o resto.

Chorei. Fui inibida. Não cedi e fiquei só. Chorei mais. Eles voltaram, pediram desculpas e me ouviram. Chorei, solucei, contraí o rosto muito forte. Tremi as mãos e os lábios. Tomei o remédio. Gritei baixo tudo o que deixei se acumular em mim nesses dias. Eles ouviram atentamente, com olhos de medo, pena, aflição por me ver daquele jeito. Ninguém imagina isso para sua filha. Ninguém quer isso. Foi difícil, muito difícil. Minha mãe, mais do que todo mundo, conseguiu compreender meu sofrimento. E eu sabia que apenas ela poderia entender o que fiz comigo. Ficou assustada, mas não me repreendeum pois não tenho culpa. Ninguém pode ser dado como responsável por eu ter chegado a este ponto, nem mesmo eu.

Meu pai também fez o que pôde. Ele me compreende de uma maneira mais racional. Ele é prático e procurou soluções práticas, mesmo sem saber todo o problema. E agradeço aos dois pela força, pela compreensão.

Queria não estar chorando agora, mas é impossível conter as lágrimas. Não cumpri a promessa. Ainda choro e me sinto sozinha. E não procuro ajuda imediata. Sempre acho que vou incomodar os outros, ainda que sejam as pessoas que mais me querem bem no mundo e que não se importariam em enxugar minhas lágrimas às 4 horas da manhã.

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Hoje fui acordada às 8h da manhã por minha mãe, mas fiquei enrolando na cama até as 9h. Quando finalmente consegui me levantar, liguei o computador e descobri que havia um super trojan instalado nele e a internet não abria. Coloquei para passar o anti-vírus e me atrasei para pegar carona com minha mãe. Mesmo assim, lá fomos nós duas, atrasadas, para a faculdade e, por incrível que pareça, pois fazemos o mesmo caminho todos os dias, nos perdemos! Rodamos bastante até achar um atalho.

Cheguei na faculdade e não tive monitoria, ou seja, fui pro computador do laboratório. Tentei usar o msn, mas o tio que toma conta não deixou e eu tive que catar qualquer coisa pra pesquisar mesmo. Lá pra 1h da tarde, fui almoçar com uma amiga e conversamos bastante. Cheguei na aula umas 2h (1h atrasada) e tentei fazer alguma coisa do projeto, mas não consegui. Fiquei com muita raiva do professor porque ele não responde nenhuma pergunta, nem tira dúvidas. Ele só devolve a pergunta, dizendo “o que você acha?” e todo mundo continua na mesma. Saí da aula (o professor também tinha saído, foi “tomar café na coordenação”, por 1h e ainda não tinha voltado), liguei pra minha mãe e ela disse que ia lanchar comigo na faculdade. Antes mesmo dela chegar, peguei minhas coisas e não dei tchau pra ninguém. Saí da aula correndo, meio fugida, fui para o banheiro e chorei, chorei de cansaço.

Quando minha mãe chegou, lanchamos, conversamos e me deu vontade de chorar novamente, bem ali, no meio da cantina. Segurei o choro com todas as minhas forças até chegarmos em casa. Deitei, derramei algumas lágrimas e fui dormir. Acordei umas 19h e fui tentar conectar meu computador à internet. Não consegui. Às 20h, meu namorado ligou e fomos ao supermercado comprar besteiras e depois tomar sorvete. Conversamos bastante e seriamente sobre esses assuntos que falo aqui no blog, mais outras coisas. Voltei para casa, conectei à internet pelo notebook. Li e-mails, vi blogs, plurkei e continuei a conversa com o namorado pelo msn. Tem coisas que não conseguimos conversar “ao vivo”.

Enfim, esse foi o meu dia. Que acabou comigo indo dormir às 3h da manhã, mais ou menos. Super emocionante e intenso, não?!

Enjôo

Posted on: junho 9, 2008

Hoje, comi o pastel de nata mais gostoso da minha vida. Explico: senti dores imensas na barriga desde sábado. (Não tenho o mínimo pudor de dizer quando tive problemas intestinais. Eles fazem parte da minha vida, uma parte nem tão cheirosa assim, mas, ainda, uma parte). Tomei um remédio e parei de ir ao banheiro, mas a dor continuou. Eram pontadas que davam não só no intestino, muito mais no meio da barriga. Comi pouquíssimo de sábado para hoje. Meu cardápio variou entre: arroz, carne seca, banana, água de coco e coca-cola. De vez em quando minha mãe me deixava comer uma bolacha. Me senti muito enjoada, o tempo todo.

Domigo, saí com meu namorado para o shopping. Poxa, adoro shopping, passear, compras, etc., acho que a dor me fez enjoar até daquele clima de vendas desesperadas para o dia dos namorados. Queria sair correndo dali o mais rápido possível. Aguentei uma hora e meu namorado me deixou em casa. No caminho, senti enjôo de tudo, do trânsito, dos buracos na rua, dos lugares por onde sempre passo. Tive vontade de fugir novamente.

Chegando em casa, comecei a chorar. Deitei na cama, minha mãe perguntou o que eu tinha, mas eu não conseguia pronunciar palavras. Ela foi tentando adivinhar o que eu tinha através de perguntas e eu respondia com a cabeça. Quando ela foi preparar algo para eu comer, comecei a chorar um choro desesperado, como nunca tinha chorado antes, mesmo com os meses de depressão. Acho que juntou a dor, o enjôo, as mesmices da vida, minha falta de interesse pelas coisas e, principalmente, o stress, sim, o cansaço enorme que a faculdade provoca em mim. Não aguento mais. Acho que isso explodiu de vez. Mesmo assim, não consegui dizer a minha mãe o que realmente me afligia. Só fiz chorar. Quando fiquei tão exausta de soluçar, dormi.

Acordei de madrugada e consegui comer papa. Assisti o dvd da Cinderela pela milésima vez com minha mãe e fomos dormir. Só acordei ao meio-dia de hoje. Não consegui comer muita coisa. Na hora do jantar, depois da aula, saí com meu namorado. Comprei um pastel de nata e uma coca. Acho que comi com tanta avidez, que meu namorado me perguntou se eu estava com muita fome. Bem, agora tenho que encarar mesmo o fim do semestre, as festas de São João, o pessoal da faculdade e, o pior de tudo, a rotina.

Sad creature

Estava navegando por aí hoje e encontrei esta imagem. O título dela era “sad creature”. Diz tudo por mim. Não quero conversa hoje. Obrigada.


A dona

Uaba, 21 anos, Recife. Faço Arquitetura e Urbanismo, mas era absurdamente melhor quando cursava Letras. Ansiosa, perfeccionista e sonhadora. Consumista, que só gosta de ganhar presentes. Sempre procrastinando. Humor super oscilante. ♥ English ♥ an adorable green-eyed white rabbit ♥ Travis

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