Caderno de Uaba

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Viajei para Brasília na quinta-feira passada e voltei segunda de manhã. Onde eu estava, só consegui entrar no orkut e no twitter uma vez, ou seja, nada de blog ou plurk. A viagem foi ótima, visitei tudo o que eu queria, fiz tudo o que quis! Comprei muambas e tudo o mais! Pois bem, também escrevi um diário de viagem e pretendo escrever aqui o que visitei por lá, colocar fotos, etc. porque foi legal e eu quero mostrar!

Não voltei como gostaria porque a bostinha do meu computador resolveu fazer graça pela quarta vez no ano! Quando eu ligo, ele reinicia automaticamente e fica reiniciando infinitamente e não liga! Só consegui entrar pelo modo de segurança, mas não é a mesma coisa. Então, estou no computador da minha mãe, sem meus arquivos e, como o computador do meu irmão também tá quebrado, estou dividindo este com os dois! Ou seja, vai ficar péssimo de postar até que meu computador cocozento volte a funcionar como deveria!

Além de tudo, não estou mais de férias! A faculdade voltou e as aulas são à tarde. Estou com medo de perder todo o meu karma no plurk hehe. Bem, é isso o que eu queria avisar aqui. Obrigada por todos os comentários, gente! Prometo que vou responder </político em época de campanha>. hehehehehehe

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Ontem estava conversando com meus pais durante a viagem e, quando falei de um amigo que também cursa arquitetura, eles logo perguntaram: “E ele está gostando do curso?”. Eu, que nunca perguntei isso a ele, nem ele a mim, respondi um “sei lá” e a conversa ficou por isso mesmo. Hoje, conversando com minha avó, ela perguntou a mesma coisa, só que a respeito do meu namorado, e eu respondi “acho que sim”.

Que mania é essa dos “mais velhos” perguntarem sempre se um amigo seu está “gostando do curso”? Eu nunca sei responder esta pergunta. Até porque nunca pergunto a ninguém se a pessoa gosta do curso que está fazendo. Imagine se, a cada período que passa, eu perguntasse a todos os meus amigos se eles estão gostando, todo mundo iria reclamar dos professores, das salas, daquele filho-da-puta-que-me-reprovou, daquela cadeira chata que ninguém aguenta mais, e tantas outras reclamações. Ninguém, jamais, iria responder “ah, eu AMO este curso!”. Não mesmo. Talvez depois que terminarmos a faculdade, saberemos dar uma resposta “sim ou não” para esta pergunta. Talvez.

Cá estou eu, deitada na cama do quarto digitando com os cotovelos apoiados no colchão. Meus braços estão dormentes e creio que estarão formigando quando mudar de posição. Estou sem sono e com um pouco de fome, preciso tomar meu remédio. Será que a luz do primeiro andar estará acesa? Se pelo menos a da cozinha estivesse, eu não teria tanto medo. A casa onde estou é antiga, deve ter mais ou menos uns oitenta anos, não sei. O fato é que, como a maioria das casas antigas, ela fica assustadora à noite. Ouve-se tudo o que acontece na rua. Como é época de São João, há pouco tempo podia ouvir o show de Alceu Valença, que aconteceu a poucos metros daqui (terminou há alguns minutos e, daqui a pouco vem outra atração). Também ouço os carros passando na rua, são poucos. As pessoas que passam provavelmente vão ou voltam do Parque do Povo, o grande ponto de encontro do São João de Campina Grande. Os barulhos aqui de dentro são poucos: meu pai roncando, minha mãe se espreguiçando, eu digitando e a hamster maluca ajeitando seu ninho. A luz, que é bastante fraca, de vez em quando pisca. Imagine só se falta energia, quanto trabalho perdido!

Agora o frio ficou mais intenso. Não sei quantos graus fazem, mas aqui o vento é frio. A cidade fica numa serra, ou seja, apesar de ser no Nordeste, é possível sentir um friozinho, principalmente de madrugada. Ah, esqueci de dizer, são um e vinte da manhã. Há pouco eu estava fazendo um trabalho da faculdade, mas aqui não tem internet, e eu fiquei com preguiça de continuar a trabalhar, por isso, resolvi descrever o que está acontecendo. Encaro esses momentos de solidão como uma oportunidade de praticar minha escrita. Não sou muito boa em descrições de acontecimentos, então, tento escrever sobre isso ao máximo, porque acho uma atividade – de lazer, para mim – muito interessante. Às vezes até descrevo coisas mentalmente. Queria poder registrar alguns dos meus pensamentos certas vezes, mas não tenho um pedaço de papel e uma caneta para anotá-los, e, mesmo que tenha, pode ser que a situação não seja propícia para começar a escrever idéias freneticamente.

Começou a tocar uma música, acho que o outro show vai começar. Nossa, está um eco terrível no microfone do apresentador, não consigo entender o que ele diz, que saco (é impressão minha ou ele disse “Galo da Madrugada”?). Agora veio uma voz de boneco dialogando com o apresentador, mas não entendo nada. Acho que é nessas horas que a multidão fica totalmente impaciente, esperando a porcaria do boneco imbecil sair do palco para começar logo o show, dá até para ouvir aquele murmúrio de pessoas falando, nem aí para o que o boneco tá dizendo. Às vezes acho meio que uma falta de respeito a pessoa ficar conversando enquanto algo chato acontece no palco, mas confesso que eu mesma faço isso. Tem coisas que realmente não dá para aguentar. (Odeio quando não consigo lembrar de nenhum exemplo para dar que demonstre o que quero dizer. É outra dificuldade que tenho, lembrar exemplos na hora. Mas isso é uma questão de memória). Ôpa, o apresentador falou:
– Começamos com força total
– (o boneco disse algo incompreensível)
– Fala, Chico. – acho que Chico é o nome do boneco
– blá…
– Então vamos falar dos nossos patrocinadores
– (Chico fala dos patrocinadores)
Agora começou outro diálogo chato, que, provavelmente, só umas 5 pessoas no meio de milhares, estão prestando atenção. Agora colocaram uma música para enrolar o povo enquanto o artista – que eu não sei quem é até agora – se arruma.

Decoração de São João

foto que tirei no “forródromo”

O sono está batendo, está tão friozinho que vou dormir com a roupa que estou mesmo, preguiça de me trocar. Meu pai está se mexendo na cama ao lado, ele demora a dormir, coitado, tenho pena de fazer barulho para não acordá-lo.

Eita, o apresentador começou a apresentar a banda inteira. Parece que agora vai! A multidão grita, o apresentador enrola, putz, morguei agora, murchei totalmente. Cadê o “e com vocês… fu-la-no de tal o não-sei-o-quê do norrr-dessss-teeee!!!”???? Cadê? Como assim o homem começou a cantar e não falou nem seu nome? Ai ai, só aqui mesmo. Agora eu e você ficaremos para semre sem saber quem está tocando o forró pé-de-serra de Campina Grande. Frustrante. Tão frustrante que eu vou dormir, até Nancy, a hamster, já arrumou o ninho e está no maior sono. Agora é arrumar coragem para entrar no banheiro frio, só com água gelada, lavar o rosto, escovar os dentes, tomar o remédio e… dormir! É, tá bom mesmo, porque aqui todo mundo reclama que eu acordo tarde: “essa menina fica aí, dormindo, não aproveita o dia”, “nunca vi menina pra dormir tanto, termina perdendo as coisas”, etc. E eu vou dormir tarde e acordar tarde de propósito mesmo. Bem não sei que aquele almoço de família de terceiro grau, em que o povo só bebe, conversa e espera a primeira carne sair lá pras 4 horas da tarde, vai acontecer amanhã. Estarei dormindo e, se me pegarem, tenho um trabalho e-nor-me como desculpa para me livrar e ir pra feira de artesanato. Adoro gastar litros de dinheiro em feiras de artesanato! Ah, cansei, parei aqui (nossa, ficou gigantesco esse “texto”)!

Não sei se disse aqui, mas viajei neste feriado (São João) para Campina Grande. Como não tinha internet muito o que fazer lá, acabei digitando alguns posts no bloco de notas e salvei para postá-los depois. Tenho dois posts prontos – um deles, gigante – e dois esboços, que pretendo desenvolver depois.

Então, só pra explicar e deixar tudo organizadinho aqui, vou postar o que escrevi durante a viagem nos próximos dois dias (hoje, 24, e amanhã, 25) e voltarei à “programação normal” em seguida.


A dona

Uaba, 21 anos, Recife. Faço Arquitetura e Urbanismo, mas era absurdamente melhor quando cursava Letras. Ansiosa, perfeccionista e sonhadora. Consumista, que só gosta de ganhar presentes. Sempre procrastinando. Humor super oscilante. ♥ English ♥ an adorable green-eyed white rabbit ♥ Travis

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